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Amazonas

O Amazonas é uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo o maior estado brasileiro [5], com uma área de 1.570.745,680 km², se constitui na nona maior subdivisão mundial, sendo maior que as áreas da Alemanha, França, Reino Unido e Japão somadas. Seria o décimo oitavo maior país do mundo em área territorial, pouco superior à Mongólia, com seus 1,564,116 km². É maior que a área da Região Nordeste brasileira, com seus nove estados; e equivale a 2,25 vezes a área do Texas (696.200,0 km²).
Pertencente à Região Norte do Brasil, é a segunda unidade federativa mais populosa desta macrorregião, com seus 3,5 milhões de habitantes em 2010, sendo superado apenas pelo Pará[6]. No entanto, apenas dois de seus municípios possuem população acima de 100 mil habitantes: Manaus, a capital e sua maior cidade com 1,8 milhão de habitantes em 2011 (e efetivamente, asétima maior do país), que concentra cerca de 60% da população do estado, e Parintins[2][7], com pouco mais de 102 mil habitantes. O estado é oficialmente subdividido ainda em 13 microrregiões, além de 4 mesorregiões.[8] Faz limite com o Pará (leste); Mato Grosso (sudeste); Rondônia e Acre (sul e sudoeste); Roraima (norte); além da Venezuela, Colômbia e Peru.[9]
A área média dos 62 municípios do estado do Amazonas é de 25.335 km², superior à área do estado brasileiro de Sergipe. O maior deles é Barcelos, com 122.476 km² e o menor é Iranduba, com 2.215 km² e não estão às margens de rios como alguns afirmam, mas, isto sim, são cortados por grandes rios amazônicos, em cujas margens estão as localidades, as propriedades rurais e as habitações dos ribeirinhos.[10] O Amazonas é ainda o 2º estado mais rico da região Norte, responsável por 32% do PIB da região. Em âmbito nacional, ocupa a 15ª posição. Possui o maiorÍndice de Desenvolvimento Humano (empatado com o Amapá), o maior PIB per capita, a 4ª menor taxa de mortalidade infantil, além 3ª menor taxa de analfabetismo entre todos os estados do Norte do Brasil.
Abriga a maior e mais populosa cidade da Amazônia, Manaus, com seus 1 832 423 habitantes.[11] A capital amazonense congratula-se ainda como a maior Região metropolitana da região, com população superior aos 2,2 milhões de habitantes. O Pico da Neblina, ponto culminante do Brasil, também se situa em território amazonense.[12]

Etimologia

O nome Amazonas foi originalmente dado ao rio que banha o estado pelo capitão espanhol Francisco de Orellana, quando o desceu em todo o seu comprimento, em 1541. Afirmando ter encontrado uma tribo de índias guerreiras, com a qual teria lutado, e associando-as às Amazonas da mitologia grega, deu-lhes o mesmo nome.[13] Segundo etimologia alternativa defendida pelo historiador Karl Lokotsch, o nome Amazonas é de origem indígena, da palavra amassunu, que quer dizer "ruído de águas, água que retumba".[14]

Geografia

O estado do Amazonas caracteriza-se por ser a mais extensa das unidades federativas do Brasil, com uma superfície atual de 1.570.745 km².[37] Grande parte dele é ocupado por reserva florística e pela água.[38]O acesso à região é feito principalmente por via fluvial ou aérea. O clima é equatorial úmido e a temperatura média é de 26,7 °C.[38] O menor clima já registrado no estado foi de 17°C. Apenas o inverno e o verãosão bem definidos e a umidade relativa do ar fica em torno de 80%, tendo em vista que a região é cortada pela linha do equador, ao norte.[38] Seu fuso horário é de menos quatro horas (-4) em relação à hora mundial GMT. No Brasil, o estado faz parte da Região Norte, fazendo fronteira com os estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre ao sul; Pará a leste e Roraima ao norte, além das repúblicas do Peru, Colômbia eVenezuela ao sudoeste, oeste e norte, respectivamente.[37]

Relevo

Apresenta um relevo relativamente baixo, já que 85% de sua superfície está abaixo de cem metros de altitude. Tem ao mesmo tempo as terras mais altas, como o pico da Neblina, seu ponto mais alto, com 3.014 metros, e o pico 31 de Março, com 2.992 metros de altitude, ambos situados no município de Santa Isabel do Rio Negro. Há uma grande porcentagem de terras baixas, comparando aos outros estados doBrasil.[39]
Amazonas, Negro, Solimões, Purus, Madeira, Juruá, Içá, Uaupés e Japurá são seus rios principais.
O estado está situado sobre uma ampla depressão, com cerca de 600 km de extensão no sentido sudeste-noroeste, orlado a leste por uma estreita planície litorânea de aproximadamente quarenta quilômetros de largura média. Isso faz do estado o maior em relação à terras baixas no Brasil. O planalto desce suavemente para o interior e se divide em três seções: o planalto, a depressão interior e o planalto ocidental, que formam, ao lado da planície, as cinco unidades morfológicas do estado.[39]

Geologia

Em 30 de maio de 2006 foi lançado o primeiro Mapa Geológico do Amazonas, que teve por finalidade principal estudar as potencialidades do solo do estado. De acordo com esse estudo, de um modo geral, os solos amazonenses são relativamente pobres. Entretanto verifica-se, principalmente no interior do estado, uma região propícia a exploração de minerais, como o nióbio, caulim e silvanita. Ainda de acordo com o estudo, no estado econtra-se as três grandes reservas minerais inexploradas do mundo.[40]
O solo amazonense detém mais de 450 milhões de toneladas de silvanita, principal minério existente no estado, o que faz do Amazonas o maior produtor nacional. Outras riquezas minerais apontadas pelo estudo são a cassiterita, com uma reserva superior à 400 mil toneladas - nos municípios de Presidente Figueiredo e Urucará; a bauxita, com aproximadamente 1 milhão de toneladas; e o nióbio, estimada em mais de 700 mil toneladas em São Gabriel da Cachoeira. O potencial do gás natural de Coari, estimado em mais de 62 bilhões de metros cúbicos, também é estudado no mapa geológico.[40]

Clima

No estado do Amazonas o clima é bem quente. No Brasil, país caracteristicamente tropical, o Amazonas é dominado pelo clima equatorial, predominante na Amazônia. As estações do ano apresentam-se bastante diferenciadas e a amplitude térmica anual é relativamente alta, variando de 28 °C no litoral do Pará até 40 °C no oeste amazonense. As chuvas, em quase toda a região, distribuem-se com relativa regularidade pelo ano inteiro mas podem-se encontrar também características de tropicalidade no Sul do estado.
Os ventos também afetam as temperaturas. No verão, sopram os ventos alísios vindos do Sudeste, que por serem quentes e úmidos, provocam altas temperaturas, seguidas de fortes chuvas; no inverno, asfrentes frias são geralmente seguidas de massas de ar vindas da Linha do Equador e que trazem um vento quente.

Vegetação

Sobressaem matas de terra firme, várzea e igapós. Toda essa vegetação faz parte da extensa e maior floresta tropical úmida do mundo: a Hileia Amazônica. Os solos são de terra firme - do tipo lateríticos: solos vermelhos das zonas úmidas e quentes, cujos elementos químicos principais são hidróxido de alumínio e ferro, propícios à formação de bauxita e, portanto, pobres para agricultura. Solos de várzea são os mais férteis da região. São solos jovens, que periodicamente são enriquecidos de material orgânico e inorgânico, depositados durante a cheia dos rios. A flora do estado apresenta uma grande variedade de vegetais medicinais, dos quais se destacam andiroba, copaíba e aroeira. São inúmeras as frutas regionais e entre as mais consumidas e comercializadas estão: guaraná, açaí,cupuaçu, castanha-do-brasil (castanha-do-pará), camu-camu, pupunha, tucumã, buriti e taperebá.
O Amazonas tem 98% da sua área florestal intacta, pois sua vocação econômica foi desviada para outras atividades a partir da reorganização e ampliação da Zona Franca de Manaus em 1967. Os governos têm procurado incentivar o chamado desenvolvimento sustentável, voltando-se para a preservação do legado ecológico. Existe um esforço para manter os projetos agropecuários dentro dos limites da preservação ambiental, enquanto que a valorização do manejo da floresta como fonte de renda contribuiu para que o Amazonas enfrentasse o desafio de reduzir o desmatamento em 21% em 2003, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE.

]Hidrografia

O Amazonas é banhado pela bacia hidrográfica Amazônica. Os principais rios são: rio Negro (que banha a cidade de Manaus), rio Amazonas, rio Solimões, rio Madeira, rio Juruá, rio Purus, Içá, Uaupés e Japurá todos integrantes da bacia hidrográfica.
No estado encontram-se os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo em quantidade de ilhas, Mariuá, com 1200, e Anavilhanas,[41] com 400, situados no rio Negro.
O rio Amazonas está entre os 14 finalistas de uma votação global feita pela internet que pretende eleger as sete maravilhas naturais do mundo. No Brasil, além do rio Amazonas, concorrem também as Cataratas do Iguaçu.[42]
Encontro das águas
A confluência entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água barrenta, resulta em um fenômeno popularmente conhecido como Encontro das Águas, que é uma das principais atrações turísticas das cidades de Manaus e Parintins.
Há dezenas de agências de turismo que oferecem passeios regionais, em roteiros que costumam incluir uma volta pelos igarapés da região. Se o passeio for feito em um barco pequeno, o visitante pode pôr a mão na água, durante as travessias, e sentir que, além de cores, os rios têm temperaturas diferentes.
Em Manaus, em frente ao Encontro das Águas, está em construção uma estrutura turística projetada por Oscar Niemeyer, que contém mirantes destinados à contemplação desse magnífico fenômeno natural.

Ecologia

O Amazonas possui uma grande Reserva Biológica inundada, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.[43]
A vasta fauna possui felinos, como as onças, grandes roedores, como as capivaras, aves, répteis e primatas. O maior desses animais é a anta e todos constituem fonte de alimento para as populações rurais. Alguns encontram-se ameaçados de extinção e são protegidos por órgãos especiais dos governos.
Das milhares de espécies de peixes da Amazônia, com algumas ainda desconhecidas ou sob estudo, as mais exploradas são: tambaqui, jaraqui, curimatã, pacu, tucunaré, pescada, dourado, surubim, sardinha e pirarucu (bacalhau da Amazônia).

Parques nacionais

§  Parque Nacional da Amazônia - Criado pelo decreto 73.683 (19 de fevereiro de 1974), com 994.000 ha. Localiza-se dentro dos estados do Amazonas e Pará.
§  Parque nacional do Jaú - Criado pelo decreto 85.200 (24 de setembro de 1980), com 2.272.000 ha. Localiza-se em Novo Airão.
§  Parque Nacional do Pico da Neblina - Criado pelo decreto 83.550 (5 de junho de 1979), com 2.200.000 ha. Localiza-se em São Gabriel da Cachoeira e abriga o ponto mais alto do Brasil, o Pico da Neblina, com 3.014 m.

Parques estaduais

§  Parque Estadual Serra do Aracá - Criado em 1990, pelo Decreto 12.836, de 9 de março. Fica em Barcelos, ocupando uma área de 1.818.700 ha (18.187 km²), ou 15 % dos 122.475,728 km² de área do município.
§  Parque Estadual Nhamundá - Criado pelo Decreto 12.836, de 9 de março de 1990. Possui uma área de 195.900 hectares.
§  Parque Estadual Rio Negro Setor Norte - Possui uma área de 178.620 ha. Foi estabelecido pelo Decreto 16.497, de 2 de abril de 1995. O parque engloba 5 % da área do município de Novo Airão, que é de 37.771,246 km².
§  Parque Estadual Rio Negro Setor Sul - Fica dentro dos municípios de Manaus e Novo Airão. O Decreto 16.497, de 2 de abril de 1995, estabeleceu a criação do parque. Ocupa uma área de 257.422 ha, ou cerca de 5 % da área destes municípios (11.401,058 km² e 37.771,246 km²).
§  Parque Estadual Samaúma - É o menor parque estadual no estado, com 51 hectares, criado em 2003 e localiza-se em Manaus, no bairro Cidade Nova.
§  Parque Estadual Sucunduri - Com 808.312,179 hectares, criado em 2005, em Apuí.
§  Parque Estadual Cuieiras - Possui 55.800 hectares.
§  Parque Estadual Guariba - Com 72.296,331 hectares, criado em 2005, em Manicoré.

Demografia

De acordo com o Censo brasileiro de 2010, o Amazonas era habitado por 3 483 985 habitantes, sendo que haviam 2 755 490 habitantes em área urbana e 728 495 habitantes em área rural. Quanto à questão de gênero, haviam 1 753 179 homens e1 730 806 mulheres. Foram identificados 902 780 domicílios, sendo que apenas 801 640 deles eram ocupados, gerando um déficit habitacional de 101 140 domicílios. A média de habitantes por domicílio era de 4,24 pessoas.[44]
Em 2011, de acordo com estimativas do mesmo orgão, a população do estado atingiu 3 538 387 habitantes.[45] No estado, quase 30 000 habitantes não são naturais da unidade federativa.[46]
Na questão de alfabetização, habitantes do estado com mais de 5 anos de idade alfabetizados totalizavam 2 670 173 pessoas.[47] Pelo menos 791 162 habitantes afirmaram serem portadores de algum tipo de deficiência permanente, destacando-se a deficiência motora, com 38 509 deficientes declarados. 2 728 pessoas afirmaram serem brasileiros naturalizados e 6 964 afirmaram serem estrangeiros. Haviam ainda, 883 278 pessoas não-naturais do estado do Amazonas, sendo que destas219 085 afirmaram viver no estado há mais de 10 anos. Destacando a questão do estado civil, haviam 1 948 604 pessoas com mais de 10 anos de idade solteiras, 640 437 pessoas com mais de 10 anos de idade casadas, 74 287 pessoas viúvas,41 698 divorciadas e 23 116 pessoas desquitadas ou separadas judicialmente. Há de se destacar que 699 439 pessoas declararam viver em união consensual.[48]
Ainda de acordo com o censo de 2010, 791 162 habitantes declararam possuir algum tipo de deficiência.[49] A deficiência mental ou intelectual apresentou-se em 38 509 habitantes, enquanto outros 149 796 habitantes declararam possuir alguma deficiência motora. 124 737 habitantes declararam possuir algum tipo de deficiência auditiva, enquanto outros 530 296 habitantes possuem deficiência visual. Os habitantes que declararam não possuir nenhum tipo de deficiência somam-se2 692 764 habitantes.[49]
O estado alcançou um grandíssimo crescimento populacional no início do século XX, devido ao período da áurea da borracha, e após a instalação do Polo Industrial de Manaus, na década de 1960. O estado ainda mantém taxas populacionais superiores à média nacional. Na década de 1950 o estado teve um crescimento populacional de 3,6% ao ano, enquanto o Brasil manteve um crescimento de 3,2%. No período compreendido entre os anos de 1991 e 2000, o Amazonas cresceu 2,7% ao ano enquanto a média nacional manteve-se em 1,6%.
De acordo com o censo de 2000, dos 3,3 milhões de habitantes do estado 78,4% vivem em cidades, enquanto 17,3% da população vivem no campo. A composição da população amazonense por sexo mostra que para cada 100 mulheres residentes no estado existem 96 homens; esse pequeno desequilíbrio entre os dois sexos ocorre porque as mulheres possuem uma expectativa de vida oito anos mais elevada que a dos homens. Porém, o fluxo migratório para o estado é de maioria masculina.
A capital, Manaus, é a maior cidade da Região Norte, com cerca de 1,8 milhão de habitantes,[11] seguida por Belém com 1,3 milhão de habitantes. Manaus, uma das que mais recebem migrantes no Brasil, cresce desordenadamente com muitas áreas ocupadas de forma ilegal por invasões.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o Amazonas é o segundo maior colégio eleitoral do norte brasileiro, com 2 030 549 eleitores,[50]

Economia

O PIB do Amazonas é o 15º maior do país, destacando-se na área industrial. De acordo com dados relativos a 2009, o PIB amazonense era de 49 614 mil, enquanto o PIB per capita era de 14 620 reais.[62]
O estado possui uma economia baseada na indústria e no extrativismo. Destaca-se as indústrias de eletroeletrônicos, petróleo e gás natural e automobilístico; os setores de serviços e financeiro; e a mineração e pesca, que formam a base de uma economia que responde por cerca de 70 % da economia nortista, juntamente com o estado vizinho do Pará. O estado oferece ainda a segunda melhor infraestrutura do país para investimentos em novos empreendimentos ficando atrás apenas do Distrito Federal.[63] Foi ainda, o estado que mais cresceu econômicamente no primeiro trimestre de 2010.[64] Atualmente, o Amazonas lidera o crescimento e a alta industrial no Brasil.[65]
Ao lado do Pará, é o estado que mais influencia na economia da Região Norte brasileira. Entretanto, alcançou em 2009 seu pior desempenho econômico, sendo influenciado pelo baixo desempenho da indústria de transformação, registrando -0,3% de crescimento anual, o mesmo patamar da média brasileira à época. Apenas o Pará registrou índice pior em âmbito regional (-3,2%), enquanto os outros estados da região registraram crescimento econômico acima da média nacional.[66]
Dados do Censo brasileiro de 2010 indicaram a existência de 1 466 464 pessoas economicamente ativas no estado, sendo que destas, 1 323 402 exerciam alguma ocupação no período em que ocorreu o censo e 143 058 encontravam-se desocupadas. Em contrapartida, 1 261 576 pessoas declararam não serem economicamente ativas.[48] Entre os habitantes que declararam serem economicamente ativos, o maior número está na faixa etária dos 25 a 29 anos, onde 226 703 habitantes são ativos na economia, em um total de 323 533 que vivem no estado. O menor número registrado foi na faixa etária entre 50 a 54 anos, onde 87 960 habitantes dos 125 349 que vivem no estado são ativos na economia. É notável ainda, o número de crianças e adolescentes que exercem alguma atividade profissional e movimentam a economia: 43 233 em um total de 400 422 habitantes entre 10 e 14 anos. O número de habitantes com mais de 70 anos que declarou estar em idade ativa na economia também é notório: 16 338 em um total de 88 949 habitantes nesta faixa etária que vivem no estado.[48]
Em 2010, aproximadamente 774 357 habitantes exerciam a função de empregados no setor público ou privado. Destes, 419 804 empregados exerciam atividades profissionais com carteira de trabalho assinada e 259 972 profissionais não possuiam carteira de trabalho assinada.[48] 374 116 habitantes eram autônomos e 94 582 habitantes eram funcionários públicos estatutários ou militares. Destaca-se também, o número de pessoas que trabalhavam na produção para o próprio consumo, cerca de 128 130 pessoas e 33 141 que declararam não receber remuneração por suas atividades profissionais.[48] Na questão salarial, 444 398 pessoas declararam receber até um salário mínimo,360 494 pessoas declararam receber entre 1 e 2 salários mínimos, 86,546 pessoas declararam receber entre 3 a 5 salários mínimos e 7 928 declararam receber mais de 20 salários mínimos.[48]
O estado também possui a menor porcentagem de trabalhadores que exercem seu trabalho fora de seu município de origem. Apenas 1,4% dos habitantes trabalhadores do Amazonas exercem sua atividade profissional em outro município que não seja o seu domiciliar.[67]

Turismo

O Amazonas recebeu o prêmio de melhor destino verde da América Latina, prêmio este concedido em votação feita pelo mercado mundial de turismo, durante a World Travel Market, ocorrido em Londres em2009.[80] Em 2010, em uma pesquisa feita entre os turistas, o turismo foi avaliado como satisfatório, com 92,4% entre os turistas nacionais e 94% entre os turistas estrangeiros.[81]
A capital do estado, Manaus é o maior destino de turistas da Amazônia, oferecendo uma ampla rede hoteleira, assim como restaurantes variados.[7] Conta também com diversos hotéis de selva em sua região metropolitana.[7] Um dos principais pontos turísticos da cidade é o Teatro Amazonas, inaugurado em 31 de dezembro de 1896, sendo o principal Patrimônio Artístico Cultural do estado do Amazonas e a obra mais significativa da época áurea da borracha.[82]

Subdivisões

O Amazonas possui em sua divisão política sessenta e dois municípios, agrupados geograficamente pelo IBGE em seis mesorregiões e treze microrregiões. O Governo do Amazonas divide o estado economicamente em seis regiões: Região Metropolitana de Manaus, Baixo Amazonas, Alto Solimões, Alto Rio Negro, Calha do Juruá e Purus.Os municípios,são os seguintes:
Os municípios do Amazonas são as subdivisões oficiais do estado brasileiro do Amazonas, localizado na região Norte do país. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o estado possui 62 municípios, desde a última alteração feita em 1988, criando o município de Alvarães.[97] O Amazonas é a segunda unidade federativa mais populosa da região Norte, com seus 3,4 milhões de habitantes, sendo superado pelo Pará.[6] No entanto, apenas duas de suas cidades possuem acima de 100 mil habitantes: Manaus, a capital, e Parintins.[2][7]O estado é oficialmente subdividido ainda em 13 microrregiões, além de 6 mesorregiões.[8] Faz fronteiras com o Pará (Leste); Rondônia e Mato Grosso (Sul); Acre (Sudoeste); Roraima (Norte); além da Venezuela, Colômbia e Peru.[9]
Possui uma área de 1.570.745 km², sendo a mais extensa do país.[5] Se constitui na 9ª maior subdivisão mundial – é maior que as áreas somadas de França (547.030,0 km²), Espanha(504.782,0 km²), Suécia (357.021,0 km²) e Grécia (131.940,0 km²); seria o 18º maior país do mundo em área territorial, pouco maior que a Mongólia, com seus 1,564,116 km²; é maior que a área da região Nordeste brasileira, com seus nove estados; e equivale a 2,25 vezes a área do Texas (696.200,0 km²), segundo maior estado americano. O município com a maior área éBarcelos, localizado na mesorregião do Norte Amazonense e microrregião de Rio Negro, com 122.476 km² de extensão[98] sendo o segundo maior município brasileiro em área geográfica, atrás apenas de Altamira (PA).[98] O menor é Iranduba, com 2.215 km², localizado na mesorregião do Centro Amazonense e microrregião de Manaus.[99] Grande parte dos municípios do Amazonas possuem grandes àreas territoriais. Em média, um município do estado possui 22.050 km² de área territorial, o equivalente a àrea do estado de Sergipe.[100]
Em São Gabriel da Cachoeira, município no norte do estado e no extremo norte do país, localiza-se o Pico da Neblina com 3.014 metros de altitude, o ponto mais elevado do Brasil, situado na fronteira brasileira com a Venezuela. Ainda neste município está situado o Pico 31 de Março, o segundo ponto mais elevado do território federal com 2.992 metros de altitude. São Gabriel da Cachoeira também é o único município brasileiro a possuir mais de um idioma oficial: Além do português, as línguas tucano, nhengatu e baníua são reconhecidas como idiomas oficiais do município[nota 1] São Gabriel da Cachoeira também se destaca por sua população: 99 % dos habitantes do município são indígenas, representando 9 % da população ameríndia do Brasil.[101]

Cultura

Artes

O Teatro Amazonas, mandado construir pelo governador Eduardo Ribeiro, cafuzo natural do Maranhão, é um perfeito exemplo da opulência existente no apogeu do ciclo da borracha. Manaus e Parintins possuem fortes traços da imigração japonesa em sua cultura. O Festival Folclórico de Parintins também é um destaque na cultura amazonense, sendo uma grandiosa referência nacional.

Artesanato

O artesanato do Amazonas é variado e de destaque, com muita influência da cultura indígena. Em geral usam-se elementos da floresta como contas, sementes e cipós. Atualmente o artesanato da região vem se aprimorando com vários elementos da floresta sendo incorporados a jóias, as chamadas biojóias.

Saúde

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (SUSAM), quase 90 % dos médicos que trabalham no estado residem em Manaus.[102]

Culinária

Tem sua base na mandioca, influência indígena que trouxe as técnicas de plantio e cultivo.
A mandioca acaba transformando-se em farinha-d'água, beijus, pirões e mingaus.
Outros pratos típicos amazonenses são:
§  tacacá
§  peixe moqueado
§  pirarucu de sol
§  açaí
§  piquiá
§  pupunha
§  Calderada de Tambaqui
§  Matrinxã na Brasa

Frutas

O Amazonas apresenta mais de uma centena de espécies comestíveis, as denominadas frutas regionais, e em muitas vezes apresentando um exótico sabor para as suas sobremesas. É no Amazonas que se encontra a maior diversidade de frutas do mundo.[carece de fontes] O Araçá-boi, fruta nativa do Amazonas e da Amazônia Legal, tornou-se bastante apreciada pelo mercado internacional, servindo para se transformar em um alimento probiótico chamado de Streptococcus salivares subsp. Thermophilus e Lactobacillus delbrueckii subsp. Bulgaricus.[103]
A seguir, algumas das frutas nativas:
§  Açaí
§  Cupuaçu
§  Graviola
§  Pupunha
§  Taperebá
§  Piquiá
§  Tucumã
§  Bacaba
§  patauá
§  biribá
§  bacuri
§  murici
§  marimari

Ligações externas


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